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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Destaques de SET-2017

Por vários motivos a correria está muito grande esse mês, mas isso não significa que vou privar meus dois leitores da amostra mensal dos top 5.

Pois ei-los aqui, selecionados a partir das degustações de Setembro!

Weingut Becker Landgraf, J2 Gau-Odernheimer Riesling trocken, Rheinhessen 2012 (Alemanha)

🍷 Decidimos preparar uma rodada de aperitivos para acompanhar o início da 4a. temporada de Agents of SHIELD na Netflix, e para harmonizar com o momento abrimos esse Riesling alemão maduro, aveludado, perfumado e elegante.

Adega Coop. Ponte da Barca, Estreia Grande Escolha Loureiro Vinho Verde DOC 2016 (Portugal)

🍷 E olha a gente de novo diante de mais alguns episódios de Agents of SHIELD... O vinho verde em questão, 100% feito a partir da casta Loureiro, é refrescante, cítrico, seco, perfeito para acompanhar uma boa conversa e uma boa barca de comida japonesa.

Bodega Familia Schroeder, Saurus Malbec, Patagonia 2015 (Argentina)

🍷 Fazia muito tempo que não tomávamos um Malbec típico. Este, produzido na região vinícola mais fria da Argentina, se mostrou potente e suculento com uma veia frutada aliada a taninos salientes e boa acidez, o que é sempre bem-vindo nos exemplares mais encorpados do novo mundo.

Freixenet Carta Nevada Semi-seco Premium Cava DO (Espanha)

🍷 Perfumado e frutado, está aqui um espumante simplesmente delicioso, feito a partir das castas mais características da DO Cava (Macabeo, Xarel-lo e Parellada). Serviu maravilhosamente como aperitivo para um bom papo.

Quinta dos Ingleses, Vinha dos Ingleses Espadeiro Vinho Verde DOC 2015 (Portugal)

🍷 Eis uma garrafa que comprei por impulso, basicamente porque é um vinho verde rosé feito com uma variedade de uva que eu ainda nunca tinha provado. O caldo de corpo leve tem aquele delicado aspecto frisante que marca alguns vinhos dessa procedência. Refrescante e aromático (morango, tangerina), tem final muito agradável e foi absoluto sucesso acompanhando uma tábua de queijos.

* O Freixenet foi um dos presentes de aniversário que ganhei da minha esposa, o Riesling alemão peguei na adega do supermercado Big Lar, o Estreia Loureiro veio do supermercado Extra e tanto o Saurus quanto o Vinha dos Ingleses adquiri na unidade da Viña Bebidas Finas no Jardim das Américas.

sábado, 5 de agosto de 2017

Destaques de JUL-2017

O mês de Julho começou meio fraco por conta de uma lombalgia aguda que tive ao brincar inocentemente com minha bebê, que fez com que eu tivesse que tomar medicação por alguns dias.

Mas foi só os remédios acabarem que voltei à ativa. :)

Cavino PGI Naoussa, Macedonia 2014 (Grécia)

🍷 Minha primeira experiência com a uva Xinomavro. Dado o que já tinha lido sobre ela eu esperava um caldo mais forte e encorpado, o que não foi o caso. Este foi um vinho até delicado, com taninos redondos no paladar de corpo leve e toque sutil de especiarias, precedido por olfato dominado por sensação de framboesa. Muito bom para ser tomado sozinho, ou no nosso caso acompanhando uma tábua de queijos macios.

Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec Rosé, Canelones 2014 (Uruguai)

🍷 Os rosés de Malbec continuam a me deixar muito contente. E cheguei à conclusão que harmonizam maravilhosamente com comida japonesa. Esta garrafa se mostrou leve, refrescante, ligeiramente frutada nos aromas e de taninos praticamente ausentes, o que de cara exclui a possibilidade de final com amargor presente em muitos rosés.

Solar das Bouças Loureiro, Vinho Verde DOC 2014 (Portugal)

🍷 Já tinha provado varietais de Loureiro no passado, mas esse é com certeza o melhor até o momento. No olfato lembra lichia e melão, além de exalar um pouco de suavidade adocicada. Já em boca ele é seco porém untuoso, com traços de abacaxi e limão, uma acidez presente sem ser pronunciada.

Weingut Michel, Munzinger Kapellenberg Spätburgunder trocken, Baden 2013 (Alemanha)

🍷 Espetáculo de Pinot Noir. E esta garrafa estava no auge mesmo, acho que se tivesse esperado um pouco mais correria o risco de pegá-la em declínio. Vinho exuberante de paladar picante e envolvente, sensação que sucede o olfato maduro de cereja, especiaria, notas terrosas e café. Sozinho já estava excelente, com um risoto de queijo então...

Cantina di Castelnuovo del Garda, Cà Vegar Bardolino Classico DOC, Veneto 2015 (Itália)

🍷 É preciso admitir que a harmonização foi infeliz, pelo menos para metade da pizza. Pepperoni é muito forte para um blend leve como o Bardolino, neste caso composto por Corvina, Corvinone e Rondinella. Independente disso, as taças que provamos antes da pizza chegar foram uma delícia. Aromas bem delicados de cereja e framboesa, com corpo igualmente leve mais taninos domados, acidez média e textura cativante. Já tomei nota para harmonizar melhor minha próxima garrafa de Bardolino.

* Os vinhos desta leva foram todos adquiridos via Internet: o Cavino, o Gimenez Mendez e o Bardolino vieram pela Winelands (os dois primeiros no clube, o último em compra avulsa), o Loureiro comprei na wine.com.br e o Spätburgunder na Weinkeller.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Gugu Dadá

No mês passado foram várias as vezes em que abri um vinho em comemoração a alguma coisa relacionada à rotina da minha filha recém-nascida. Levantei inúmeras taças em brinde aos primeiros dias em que passamos juntos, tanto sozinho com meus pensamentos quanto na presença de familiares que compartilharam essa alegria com ela, com mamãe e com papai.

Foi meio sem querer que me dei conta, certo dia, de que uma dupla especial de garrafas remetia com certo humor ao fato de estarmos na companhia da minha bebê na maior parte do tempo.


Aproveitando o ensejo, compartilho agora opiniões rápidas e rasteiras do que aprendi com essa inusitada dupla. As circunstâncias de ambas as “degustações” não poderiam ser mais distintas, mas todos nós sabemos que onde há vinho sempre haverá alegria, seja na atividade ou na contemplação, no calor ou no frio, na solidão ou na companhia de amigos.


O Gugu Toscana Rosso IGT 2013 é produzido pela Fattoria La Casaccia, vinícola localizada na comunidade de Castelnuovo Berardenga, no coração da região de Chianti. Recebi a garrafa numa das seleções da categoria Liberté do clube Vinhos de Bicicleta. O blend é composto por 85% de Sangiovese e 15% de Merlot, e após a fermentação é envelhecido 6 meses em tanques de cimento e 3 meses em garrafa antes de ir ao mercado. Possui bom olfato frutado para um caldo ainda jovem, que se mostra um pouco verde em boca mas evoluiu bem na taça degustada fora de casa.

Lembro que no dia em que abri o vinho eu estava finalmente tentando consertar o aspirador de pó, que se recusava a funcionar já há mais de uma semana. Entre uma peça e outra desmontada e um teste e outro com o multímetro eu tomava um gole para me refrescar do calor. No meio do caminho cheguei a derrubar uma taça por acidente, mas juro que não estava afetado pelo álcool. Já o aspirador, infelizmente, estava além de qualquer conserto.


A linha de vinhos Dadá da Finca Las Moras é produzida nas pradarias de San Juan, um pouco mais ao norte de Mendoza, e possui a proposta de apresentar qualidade a preços que cabem perfeitamente no bolso (pelo menos lá na Argentina). São sete os vinhos que compõem a linha, sendo que comecei a degustá-la pelo primeiro, o Dadá Art Wine 1, safra 2015. Corte de Malbec e Bonarda em quantidades iguais, o vinho não se mostrou muito expressivo nos aromas, apresentando textura leve de xarope em meio a muito carvalho. Pelo menos posso dizer que não fez feio numa noite de Sábado bem aproveitada em família, já que a garrafa foi embora num tapa enquanto beliscávamos uma tábua de queijos e jogávamos alguns rounds de Super Street Fighter Turbo HD Remix no Xbox 360.


Minha bebê ainda não fala nem gugu e nem dadá, mas fica aqui um brinde amoroso à sua saúde, hoje e para sempre!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Clos de Chacras, Cavas de Crianza Malbec Rosé, Mendoza 2013 (Argentina)

Vinho: Cavas de Crianza Malbec Rosé
Safra: 2013
Região: Mendoza
País: Argentina
Vinícola: Clos de Chacras (http://www.closdechacras.com.ar)


Em Agosto do ano passado minha esposa e eu passamos alguns dias de férias em Mendoza, na Argentina, um dos destinos mais interessantes para os amantes de vinho de todo o mundo. Foi por escolha própria que decidimos visitar produtores menores nos dois dias que reservamos para ir às vinícolas, ou seja, queríamos conhecer as bodegas que fossem pouco ou quase nada conhecidas por aqui.

Uma dessas vinícolas pequenas que visitamos é a Clos de Chacras, que foi também onde almoçamos em nosso primeiro dia de passeio na modalidade com chofer (assim dava para degustar à vontade sem se preocupar com o estado alcoolico ao voltar para o hotel). Durante o almoço em três passos provamos três vinhos, sendo um deles este sobre o qual escrevo agora, que aqui em casa causou tão boa impressão quanto a que tivemos em solo argentino.


Um pouco de história

A Clos de Chacras é uma vinícola familiar qualificada como bodega boutique, localizada no coração do município da Chacras de Coria de Luján de Cuyo. O prédio onde ela está hoje foi originalmente construído em 1921 e pertencia a um grande complexo vitivinícola fundado pela família Gargantini, originária da Suíça italiana e radicada em Mendoza no fim do século 19.

Bautista Gargantini, fundador do complexo, erigiu uma das maiores empresas vitivinícolas do seu tempo. Décadas mais tarde, o edifício mudou de proprietário e caiu no abandono até 1987, quando seus descendentes decidiram recuperar o patrimônio da família.

Atualmente é Silvia Gargantini, neta de Bautista, e seu marido Alejandro Genoud que estão a cargo da Clos de Chacras, cuja primeira safra comercial foi lançada em 2004. A totalidade dos vinhos é elaborada em tanques de concreto com acessórios em aço inoxidável (portas, bocas, camisa isolante, etc.), cuja capacidade individual não ultrapassa os 14.000 litros, sendo o processo de envelhecimento em madeira realizado em adegas subterrâneas com condições naturais de luz e temperatura.

Os vinhos da Clos de Chacras

Trabalhando um pequeno número de rótulos, a Clos de Chacras distribui seus vinhos nas linhas Cavas de Crianza, Ereditá, Gran Estirpe e no recentemente lançado Memórias de Ida. A grande estrela da vinícola é a variedade Malbec, mas além dos blends há também varietais de Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Cabernet Franc. Aqui no Brasil os vinhos são distribuídos pela Mercovino.


O vinho degustado: Cavas de Crianza Malbec Rosé, Mendoza 2013

Uma das coisas que chamam a atenção assim que o vinho vai à taça é a força aromática que ele exibe, um indicativo bastante importante de como a Malbec pode ser trabalhada para produzir um variante rosé. Além de frutas vermelhas frescas, este exemplar da Clos de Chacras exibe nuances de maçã e de brisa mineral, num pacote aromático que imediatamente convida a um bom gole.

Em boca o vinho é seco, sedoso, redondinho e de final breve porém sem amargor, muito gostoso. Por algum motivo o amargor leve é uma característica que sempre identifiquei na maioria dos rosés que provei, e suspeito que isso seja de alguma forma herdado do tratamento dos taninos, na minha opinião um dos aspectos mais delicados na produção de vinhos rosés.

Enfim, como desta vez estava bebendo sozinho eu meio que tive que fazer força para não secar a garrafa inteira. Foi difícil mas consegui. Isso me leva à seguinte pergunta: seria a Malbec uma das variedades que melhor se prestam à fabricação de vinhos rosés?

Está aí algo a investigar...
Nem consigo imaginar o tamanho do sacrifício que terei pela frente!
:)