Quando somos iniciantes no mundo dos vinhos geralmente ficamos meio perdidos com a infinidade de informações sobre o tema.
Comigo não foi diferente.
Lembro-me que imediatamente comprei vários livros, lendo-os avidamente num curto espaço de tempo. Dois deles foram "devorados" durante os turnos da madrugada que peguei nos dias de reforma da loja da minha esposa. Além dos livros, assinei duas revistas sobre vinho, associei-me a um clube que entregava duas garrafas por mês na minha casa e passei a ler tudo o que encontrava sobre o tema na Internet.
E continuei perdido por algum tempo ainda. Ora bolas, ainda estou, mas num grau bem menor de perdimento.
Em meio ao turbilhão de informações desta fase inicial, uma das coisas que mais me ajudou e continua a ampliar meus horizontes é o tal do Instagram. Detalhe: foi por insistência da minha esposa que resolvi criar uma conta.
A primeira foto que publiquei no Instagram data de 19 de Maio de 2015. É esta abaixo, clicada no Varadero Bar e Restô em noite de rolha livre, munido de um Windows Phone de limitadas capacidades fotográficas. Lembro-me que a rolha, ressecada, quebrou na mão do garçom, e que ele teve a bondade de trazer um decanter para tentar se livrar dos resíduos de cortiça que ficaram após sua completa remoção. Ainda surpresos com a situação, foi a primeira vez que estávamos vendo um decanter ser usado.
De lá para cá já acumulei mais de 320 fotografias de momentos enófilos. Também acabei de passar de 500 seguidores, que é mais ou menos também a quantidade de contas que sigo.
Se você é iniciante como eu já fui e deseja ampliar os horizontes vendo fotos e lendo opiniões diversas, distintas daquelas a que estamos acostumados a ver, uma conta no Instagram é uma opção muito interessante. O aplicativo está disponível para todas as plataformas de aparelho celular e permite interação com uma infinidade de redes sociais. Serve muito bem como registro fotográfico de todo tipo, mas nem é preciso publicar nada se você não quiser. Basta encontrar as contas mais bacanas sobre vinho e segui-las para ver o que anda sendo degustado perto de você ou ao redor do mundo.
Tudo bem que tem gente que não escreve muita coisa, mas é cada foto linda que aparece!
Em tempo: o prato da foto acima chama-se "quarteto paulista", vem com quatro tipos de petisco e é super indicado para abrir os trabalhos neste ótimo restaurante.
Mostrando postagens com marcador Memórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Memórias. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 27 de abril de 2017
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Liver, fava beans and a nice Chianti
Sendo cinéfilo inveterado desde que me entendo por gente, uma das memórias mais antigas que tenho relacionada a filmes e vinhos é uma frase infame dita pelo personagem Hannibal Lecter, interpretado por Anthony Hopkins no filme O Silêncio dos Inocentes.
A passagem é dita numa das emblemáticas interações entre o famigerado canibal e a obstinada agente do FBI feita por Jodie Foster:
Tradução:
A frase acima é marcante também pelo gesto de provocação (ou seria deboche?) que Hopkins faz após entregar sua fala, como se estivesse sugando algo através dos dentes.
Vejam ou relembrem abaixo:
Depois de tanto tempo sem assistir ao filme pouco importa o contexto em que a passagem acima se encaixa no roteiro. Mas é por causa dessa frase em particular que eu nunca vou conseguir desfazer a associação do famoso vinho italiano da Toscana com fígado e favas. Simplesmente não dá, é só falar ou pensar em Chianti que a imagem e a fala de Hopkins me vêm à mente...
Talvez algum dia eu tenha a chance de experimentar a inusitada harmonização, obviamente trocando fígado humano por fígado bovino!
A passagem é dita numa das emblemáticas interações entre o famigerado canibal e a obstinada agente do FBI feita por Jodie Foster:
I ate his liver with some fava beans and a nice Chianti.
Tradução:
Eu comi o fígado dele com favas e um bom Chianti.
A frase acima é marcante também pelo gesto de provocação (ou seria deboche?) que Hopkins faz após entregar sua fala, como se estivesse sugando algo através dos dentes.
Vejam ou relembrem abaixo:
Depois de tanto tempo sem assistir ao filme pouco importa o contexto em que a passagem acima se encaixa no roteiro. Mas é por causa dessa frase em particular que eu nunca vou conseguir desfazer a associação do famoso vinho italiano da Toscana com fígado e favas. Simplesmente não dá, é só falar ou pensar em Chianti que a imagem e a fala de Hopkins me vêm à mente...
Talvez algum dia eu tenha a chance de experimentar a inusitada harmonização, obviamente trocando fígado humano por fígado bovino!
Assinar:
Postagens (Atom)

