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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Destaques de OUT-2017

Outubro, como sempre, foi um mês extremamente quente em Cuiabá. Daí o porquê dos vinhos brancos terem se sobressaído em relação aos tintos!

Cono Sur Bicicleta Gewürztraminer, Valle del Bío-Bío 2015 (Chile)

🍷 Pedimos essa garrafa em nossa primeira visita ao restaurante Talavera. Apesar dela vir com o localizador genérico Wine of Chile, o que acredito ser raro, o site da vinícola informa que as uvas são provenientes do Valle de Bío-Bío. Se isso tem influência concreta no resultado final eu não sei, mas o vinho estava fantástico, com olfato adocicado porém fresco que remetia a lichia e maçã madura (apfelstrudel?). Em boca era amanteigado e suculento, tivemos que tomar cuidado pra garrafa não ir embora muito rápido!

Familia Falasco, LOLO Chardonnay Torrontés, Mendoza (Argentina)

🍷 Vinho branco não safrado, cujo nome faz alusão ao ideal da vinícola de fazer um blend com "LO mejor del Chardonnay y LO mejor del Torrontés". A proposta funcionou muito bem, já que eu pude notar perfeitamente os aspectos de cada variedade, com tons florais em meio a características cítricas (limão, maracujá) com ótima textura e vívida acidez.

Lovico Suhindol, Gamza Suhindol AOC "Golden Label", Danube Plain 2011 (Bulgária)

🍷 Hora de conhecer uma nova variedade tinta, a autóctone búlgara Gamza. As sensações envolveram um leque de frutas vermelhas, nuances terrosas, uma sensação de picância no paladar e uma pitada de amargor no fim de boca. No geral se mostrou um vinho bastante diferente, foi uma ótima companhia para pizza e diversões eletrônicas.

Poderi del Paradiso Vernaccia di San Gimignano DOCG, Toscana 2015 (Itália)

🍷 Neste dia o vinho foi aberto para comemorar os primeiros passinhos da minha filha, e a escolha não poderia ter sido melhor! Ainda não sou lá muito versado em Vernaccia, então por enquanto basta dizer que neste caso a sutileza é quem comanda o show, num exemplar de corpo médio que prima pela sedosidade e acidez em boca.

Viña Caliterra, Aventura Carmenere DO Valle Central 2015 (Chile)

🍷 Segunda das duas garrafas que ganhei no sorteio de dia dos pais da Viña Bebidas Finas. Devo dizer que este Carmenere agradou mais que o Cabernet Sauvignon, numa linha que a Caliterra parece ter lançado somente em solo brasileiro. No dia estava chovendo, enquanto eu me dedicava a escrever e harmonizar o vinho com o maravilhoso pão caseiro da minha esposa. Como esperado, um vinho jovem e frutado, porém marcado por taninos mais redondos que o usual para este padrão de vinificação.

* Já mencionei a procedência dos dois chilenos. O LOLO veio pelo clube Winelands, o Suhindol Gamza da Vinumday e o Vernaccia foi encontrado num dos supermercados Big-Lar.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Destaques de JAN-2017

Eu bem que gostaria de continuar a fazer postagens dedicadas para determinados vinhos, já que adoro conhecer um pouco mais a fundo a história das vinícolas que produzem as garrafas que ficam na memória. Infelizmente, o tempo tem sido muito escasso e não tenho estado em condições de fazer as pesquisas que considero necessárias.

Para não ficar no limbo e manter este espaço em atividade, vou estar fazendo postagens mensais com os cinco vinhos mais interessantes que tiver provado no período, pontuando as experiências e ocasiões que valem a pena ser lembradas de maneira resumida.

A ordem adotada a seguir é cronológica, as notas de degustação altamente subjetivas e os efeitos colaterais 100% verdadeiros.

Château Gravas, Sauternes AOC 2010 (FRA)

Meu primeiro Sauternes! Já na primeira lufada de aromas percebe-se que este é um vinho de classe, que lembra muito damasco maduro, caramelo, nozes e mel. Fantástica sensação em boca, confirmando que é sim possível combinar doçura e acidez num vinho. Esta meia-garrafa foi produzida 100% com uvas Sémillon.

Um detalhe interessante sobre minha experiência com este vinho é que acabei quebrando as duas únicas taças de sobremesa que eu tinha. A primeira foi devido a um acidente que inclusive derramou Sauternes sobre o teclado do notebook que estou usando neste exato momento para escrever a postagem... A segunda foi culpa da Catita, que passou correndo pela taça depois que eu a deixei ao lado do sofá no chão e me esqueci de recolhê-la durante a madrugada. :D

Trambusti, Zipolino Toscana IGT 2015 (ITA)

Às vezes encontramos verdadeiras surpresas em locais insuspeitos, como no caso desse humilde tinto toscano, recebido numa das seleções do clube Vinhos de Bicicleta. Composto por 95% de Sangiovese com o restante não especificado, na taça se mostrou delicioso, com o perfil esperado de frutas vermelhas no olfato e muito equilíbrio em boca, em melhor harmonia que muitos exemplares de estirpe supostamente superior. Poderia ter sido degustado sozinho, mas acompanhou muito bem uma pizza uma hora mais tarde.

Alfredo Roca Pinot Noir, Mendoza 2015 (ARG)

Em nossa primeira visita acompanhados de minha princesinha ao Di Parma, um dos nossos restaurantes favoritos, escolhemos este vinho da carta para acompanhar o almoço. Um Pinot adorável, com aromas de cereja e ameixa precedendo textura delicada. Foi harmonizado com o indefectível escalopinho de filé com talharim ao molho gorgonzola, um favorito meu.

E olha a minha bebezinha do lado de lá da taça, que coisa mais linda!

Vinprom Haskovo, Merlot from Stambolovo AOC, Thracian Lowlands 1992 (BUL)

Levei esta garrafa para ser degustada em noite de reunião de confraria. Tivemos um breve susto quando ela foi aberta pois a rolha estava quase completamente encharcada, mas felizmente o vinho estava muito vivo apesar da idade avançada. Um Merlot de excelente textura em boca, ataque sutil e taninos finos. Uma ótima experiência que não custou o rim de ninguém.

Maison Trimbach, Trimbach Riesling Alsace AOC 2010 (FRA)

A semana tinha sido difícil, e uma das melhores maneiras que conheço de tornar uma barca de comida japonesa ainda melhor é abrindo um bom Riesling para acompanhar. Mineral, sedoso e perfumado, este mostrou ainda um leve toque azedinho que casou perfeitamente com nossa opção de jantar.

E por enquanto é só. Saúde!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Casarena, Lauren's Single Vineyard Agrelo Petit Verdot, Mendoza 2012 (Argentina)

Vinho: Lauren's (Single) Vineyard Agrelo Petit Verdot
Safra: 2012
Região: Mendoza
País: Argentina
Vinícola: Casarena Bodega y Viñedos (http://www.casarena.com)


Uma das garrafas que se sobressaiu nas minhas últimas degustações foi novamente um exemplar que trouxemos conosco de nossa viagem à Argentina.

Essa foi também a primeira oportunidade que tive de provar um varietal 100% feito com a casta Petit Verdot, que possui cor intensa e costuma ser considerada bem tânica. Ela floresce mais cedo na primavera e amadurece bem mais tarde que as variedades tintas mais comuns, o que torna seu cultivo bastante delicado em regiões mais frias. Não fosse por sua capacidade de resistir às doenças e à podridão (casca espessa e fruto pequeno) ela já teria desaparecido no velho mundo.

É pelo motivo acima que a vinificação varietal da Petit Verdot é mais frequente em regiões onde é possível colhê-la em condições ideais de maturação, ou seja, nos terroirs de clima mais quente e seco. Em locais frios ela é normalmente empregada para aportar estrutura em cortes bordaleses.


Casarena Bodega y Viñedos

A Casarena Bodega y Viñedos foi a primeira vinícola que minha esposa e eu visitamos durante nossa viagem a Mendoza, e por experiência própria atesto a boa recepção que tivemos, a agradável degustação realizada na sala de vendas e a qualidade do passeio por suas instalações, que incluiu provas de vinhos em estágios distintos de elaboração.

A vinícola iniciou suas atividades em 2008, após a restauração de uma instalação centenária localizada em Luján de Cuyo, na região metropolitana de Mendoza. As plantações se situam numa altitude de quase 1.000 metros, distribuindo-se em quatro vinhedos/fincas cujos nomes aparecem nas garrafas da linha Single Vineyard. A finca Jamilla, onde está a sede, situa-se no distrito de Perdriel, sendo as demais localizadas mais ao sul, no distrito de Agrelo (Naoki, Lauren e Owen).

Atualmente a capacidade de produção da Casarena é de 650.000 litros utilizando tanques de concreto e 175.000 litros em tanques de aço inox. Em suas instalações há ainda uma cave capaz de abrigar 400 barris de carvalho destinados à parte final do processo de maturação dos vinhos antes deles irem ao mercado.


A linha Single Vineyard

Esta linha aposta na qualidade dos terroirs de Perdriel e Agrelo para a produção de varietais que tentam transmitir a máxima expressão das cepas escolhidas. A arte dos rótulos é peculiar por mostrar de maneira estilizada a localização de cada lote dos vinhedos de onde provêm as uvas, criando uma identidade visual muito bacana.

A Casarena produz também a linha DNA, que traz varietais feitos a partir das melhores parcelas de todas as fincas que dão origem ao Single Vineyard. E há ainda a garrafa Icono, blend dos melhores barris de onde saem os exemplares DNA.

Fonte das uvas que dão origem a este excelente Petit Verdot, o vinhedo Lauren conta com 82 hectares plantados em 2007 sobre solo argiloso, a uma altitude de 925 metros. É a finca da Casarena com maior número de variedades viníferas plantadas.


O vinho degustado: Lauren's (Single) Vineyard Agrelo Petit Verdot, Mendoza 2012

No nariz o vinho mostrou muita fruta vermelha tendendo para o maduro, como amoras e groselha. Groselha também foi o que mais apareceu no paladar de ótima acidez, com aquela fugidia sensação de fruta azedinha em meio a leve especiaria.

O aspecto mais interessante que notei nesse Petit Verdot foi que o carvalho francês dos 18 meses em barricas desaparece em meio ao fim de boca aveludado e equilibrado. O vinho tem bom corpo (médio +), mas não há absolutamente nada que remeta ao peso dos sucos de madeira que costuma estar associado aos vinhos mais alcoolicos do novo mundo, o que é simplesmente fantástico e me faz ter certeza de que eu estava degustando uma ótima garrafa. Para o meu paladar, pelo menos.

Depois dessa primeira experiência, se eu tivesse que comparar a Petit Verdot com outras castas que conheço melhor eu a colocaria entre a Merlot a Syrah (cor e corpo), com um leque de sensações similares àquelas suscitadas por um bom italiano de média estirpe. Agora para enriquecer ou mudar essa opinião só na próxima garrafa.

Detalhe: apesar das recomendações de decantar/aerar por algum tempo antes de provar, informo que não o fiz. O vinho estava redondinho ao ser aberto e foi direto à taça. Maravilha!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Clos de Chacras, Cavas de Crianza Malbec Rosé, Mendoza 2013 (Argentina)

Vinho: Cavas de Crianza Malbec Rosé
Safra: 2013
Região: Mendoza
País: Argentina
Vinícola: Clos de Chacras (http://www.closdechacras.com.ar)


Em Agosto do ano passado minha esposa e eu passamos alguns dias de férias em Mendoza, na Argentina, um dos destinos mais interessantes para os amantes de vinho de todo o mundo. Foi por escolha própria que decidimos visitar produtores menores nos dois dias que reservamos para ir às vinícolas, ou seja, queríamos conhecer as bodegas que fossem pouco ou quase nada conhecidas por aqui.

Uma dessas vinícolas pequenas que visitamos é a Clos de Chacras, que foi também onde almoçamos em nosso primeiro dia de passeio na modalidade com chofer (assim dava para degustar à vontade sem se preocupar com o estado alcoolico ao voltar para o hotel). Durante o almoço em três passos provamos três vinhos, sendo um deles este sobre o qual escrevo agora, que aqui em casa causou tão boa impressão quanto a que tivemos em solo argentino.


Um pouco de história

A Clos de Chacras é uma vinícola familiar qualificada como bodega boutique, localizada no coração do município da Chacras de Coria de Luján de Cuyo. O prédio onde ela está hoje foi originalmente construído em 1921 e pertencia a um grande complexo vitivinícola fundado pela família Gargantini, originária da Suíça italiana e radicada em Mendoza no fim do século 19.

Bautista Gargantini, fundador do complexo, erigiu uma das maiores empresas vitivinícolas do seu tempo. Décadas mais tarde, o edifício mudou de proprietário e caiu no abandono até 1987, quando seus descendentes decidiram recuperar o patrimônio da família.

Atualmente é Silvia Gargantini, neta de Bautista, e seu marido Alejandro Genoud que estão a cargo da Clos de Chacras, cuja primeira safra comercial foi lançada em 2004. A totalidade dos vinhos é elaborada em tanques de concreto com acessórios em aço inoxidável (portas, bocas, camisa isolante, etc.), cuja capacidade individual não ultrapassa os 14.000 litros, sendo o processo de envelhecimento em madeira realizado em adegas subterrâneas com condições naturais de luz e temperatura.

Os vinhos da Clos de Chacras

Trabalhando um pequeno número de rótulos, a Clos de Chacras distribui seus vinhos nas linhas Cavas de Crianza, Ereditá, Gran Estirpe e no recentemente lançado Memórias de Ida. A grande estrela da vinícola é a variedade Malbec, mas além dos blends há também varietais de Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Cabernet Franc. Aqui no Brasil os vinhos são distribuídos pela Mercovino.


O vinho degustado: Cavas de Crianza Malbec Rosé, Mendoza 2013

Uma das coisas que chamam a atenção assim que o vinho vai à taça é a força aromática que ele exibe, um indicativo bastante importante de como a Malbec pode ser trabalhada para produzir um variante rosé. Além de frutas vermelhas frescas, este exemplar da Clos de Chacras exibe nuances de maçã e de brisa mineral, num pacote aromático que imediatamente convida a um bom gole.

Em boca o vinho é seco, sedoso, redondinho e de final breve porém sem amargor, muito gostoso. Por algum motivo o amargor leve é uma característica que sempre identifiquei na maioria dos rosés que provei, e suspeito que isso seja de alguma forma herdado do tratamento dos taninos, na minha opinião um dos aspectos mais delicados na produção de vinhos rosés.

Enfim, como desta vez estava bebendo sozinho eu meio que tive que fazer força para não secar a garrafa inteira. Foi difícil mas consegui. Isso me leva à seguinte pergunta: seria a Malbec uma das variedades que melhor se prestam à fabricação de vinhos rosés?

Está aí algo a investigar...
Nem consigo imaginar o tamanho do sacrifício que terei pela frente!
:)

quinta-feira, 31 de março de 2016

Salentein, Outback Steakhouse White Selection Torrontés, Mendoza 2015 (Argentina)

Vinho: Outback Steakhouse White Selection Torrontés
Safra: 2015
Região: Mendoza / Valle de Uco
País: Argentina
Vinícola: Bodegas Salentein (www.bodegasalentein.com)


Em Junho de 2015 a rede de restaurantes Outback Steakhouse incluiu em sua carta dois rótulos desenvolvidos em parceria com a vinícola argentina Salentein, um tinto e um branco. O tinto, obviamente, para harmonizar com os famosos steaks da casa (blend de Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot). Já o branco, elaborado unicamente a partir de Torrontés, veio para combinar com os pratos de peixes e aves.

Durante nossas viagens, sempre que podemos damos um jeito de ir a um dos restaurantes Outback (infelizmente ainda não há filial em Cuiabá), e em nossa última visita pedi para me embalarem uma garrafa do White Selection Torrontés.

Vale lembrar que a Salentein não é estranha ao Outback, já que sempre marcou presença na carta de vinhos do restaurante com exemplares de sua linha Portillo.


Um pouco de história

A Bodegas Salentein faz parte de um grupo empresarial fundado em 1992 por um holandês chamado Mijndert Pon. Atualmente, a empresa também está envolvida na produção e na exportação de produtos oriundos de pecuária e agricultura, além de ter atividades no ramo hoteleiro tanto na Argentina quanto nos países baixos.

Dentro do mesmo grupo de produção vitivinícola, intitulado MP Wines, está inserida também a Bodegas Callia, que juntamente com a Salentein possui boa participação no mercado brasileiro.

Os parreirais da Salentein, assim como sua imponente sede, estão localizados no Vale do Uco, que fica na parte sul do distrito de Mendoza. A propriedade ocupa 2.000 hectares, dos quais 800 se dividem entre suas três “fincas”: San Pablo, La Pampa e El Oasis. Estas se situam numa das zonas mais altas da América do Sul, possuem as mais diversas condições de solo e elevação e são irrigadas com água proveniente do degelo dos Andes. Neste momento a idade dos vinhedos varia de 2 a 32 anos, distribuídos em 80% de variedades tintas e 20% de variedades brancas.


A Torrontés

Na primeira vez em que provei um vinho feito de Torrontés eu fiquei simplesmente maravilhado. Por muito tempo eu a considerei minha casta branca favorita, e hoje ela se reveza na posição juntamente com a Sauvignon Blanc e a Riesling.

Uva branca alçada a variedade emblemática da Argentina, a Torrontés descende da Moscato e, como tal, existe em múltiplas variantes que não chegam a ser declaradas nos rótulos (as três principais são a mendocina, a sanjuanina e a riojana). Ela é cultivada em praticamente todos os distritos argentinos, porém tende a produzir vinhos de perfil mais seco ao norte (Salta) e menos seco na região central (Mendoza). Independente de sua origem, todos são extremamente aromáticos. Atrevo-me a dizer que um Torrontés que não esbanja aromas é um Torrontés ruim.

Apesar de ser majoritariamente engarrafada como varietal, é possível encontrar a uva em blends. Já provei um corte de Torrontés/Chardonnay e vi por aí combinações com a Pinot Grigio, por exemplo. Há produtores que se arriscam até mesmo a desenvolver variantes Late Harvest com essa maravilhosa uva.

Quando se fala em vinho branco minha opinião é que a Torrontés é tiro certo para agradar a gregos e troianos, uma vez que os vinhos são jovens, sem passagem por madeira, extremamente frescos e com preço acessível. Se você quiser causar boa impressão em quem não bebe vinho branco, por exemplo, vá de Torrontés.


Os vinhos da Bodegas Salentein

De acordo com o material de divulgação de seu website, o objetivo da bodega é desenvolver e entregar vinhos de alta categoria, sempre pensando na preservação do meio ambiente e na sustentabilidade das comunidades vizinhas. A impressão que tenho da Salentein sempre foi muito boa, desde as garrafas de Malbec trazidas de presente por um colega de trabalho argentino até os dias atuais.

Portillo e a Killka são as linhas de entrada, abaixo da Salentein Reserve. Todos os rótulos são varietais. Com exceção dos poucos exemplares espumantes, todos os outros vinhos se enquadram na linha Luxury. Os rótulos Single Vineyard procuram trazer varietais de maior expressão, sendo o Numina um corte de suas melhores uvas. Já a marca ícone da vinícola é o Salentein Primus, sendo o Gran VU Blend o assemblage mais caro e trabalhado da bodega (VU significando Valle de Uco).

Observação: não é possível encontrar nenhum Torrontés dentro do portfolio exposto no site da Salentein, provavelmente porque o material de divulgação é destinado ao mercado externo. Vale ressaltar, no entanto, que a vinícola produz um Torrontés dentro da linha Killka.


O vinho degustado: Outback Steakhouse White Selection Torrontés 2015

O perfil aromático de um Torrontés é inconfundível, e esta garrafa não foi exceção.

Impossível não notar as esperadas nuances florais, aqui envoltas em características cítricas e aspectos frutados de pêra, maçã verde e lichia. A acidez equilibrada e a textura refrescante em boca se sucederam à suavidade adocicada, com uma instigante sensação de paladar que lembrou abacaxi e damasco.

Enfim, delicioso. Para beber no restaurante ou em casa, tanto faz. As harmonizações que o acompanharam foram bruschetta com manjericão fresco trazido da casa da minha irmã e sanduíche rápido de pão australiano.


Referências de pesquisa para este texto:
http://www.salentein.com/wines
http://www.mp-wines.com
http://www.wine-searcher.com/grape-939-torrontes